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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Ao que parece...

...hoje é o Dia Internacional do Obrigado.

Por momentos pensei "porra, lá terei eu de ser obrigado a pagar as minhas dívidas, a sorrir a pessoas cuja ligação que tenho com elas é semelhante a uma estrela a ser engolida por um buraco negro (logo, desastrosa) ou a fazer de conta que até aprecio a escrita da Margarida Rebelo Pinto e a acho merecedora de um Nobel (de preferência espetado na testa e acoplado a uma betoneira desgovernada, a descer uma ravina de considerável inclinação). Mas não. É o Dia Internacional do Obrigado, porque simplesmente devemos agradecer às pessoas ou as coisas que fazem sentido na nossa vida. Nesse caso, vamos a isso.

- Devo um enorme obrigado aos meus amigos. Porquê? Basicamente porque o são. Porque é que são meus amigos? Não faço ideia. É daqueles mistérios tipo, o Gustavo Santos ser live coach quando com tanta linguagem gestual podia ser arrumador de aviões no aeroporto da Portela.

- Um sincero obrigado à MEO pelos 98843732847 canais em que não passa m*rda nenhuma de jeito. É da maneira que coloco a leitura e a escrita em dia.

- O meu obrigado às lojas dos chineses. Simplesmente por me terem proporcionado um momento hilariante dias atrás, quando alguém foi lá comprar um calendário de 2016 e depois apercebeu-se que faltavam dias. Well done.

- Agradeço tudo aquilo que passei até hoje. As boas decisões, as más e as respectivas consequências. Se mudava algo? Claro. Há sempre aqueles pequenos momentos que preferíamos que nunca tivessem ocorrido. Mas se colocar tudo na balança, os prós são substancialmente mais que os contras. Logo, não posso estar descontente com a pessoa que sou. Alguns dirão "pá, és uma besta" Quando quero, sou. É uma verdade. Outros dizem "és adorável". Também sou, quando quero. O álcool tem destas coisas. Outros dizem ainda "não sei se te odeie até à raiz do meu ser ou se te pague um café". É uma questão de gosto. Mas uma coisa, é certa. Não ajo de acordo com desejos de terceiros ou vontades alheias. Gosto demasiado de ser a besta que uns odeiam, o peluche fofinho que alguns embriagados acham que sou ou os indecisos que me deixam no Purgatório enquanto não se decidem.

- Agradeço profundamente a insanidade mental de algumas familiares que foram à faca e colocaram bolas de voleibol no peito. Tenho agora uma noção muito mais real do que significa ser a Ana Malhoa (tirando a parte de serem bombas latinas. Aquelas duas são alfacinhas, nascidas e criadas).

- Um sincero obrigado à generosidade dos meus amigos. Mas porra, já não consigo abrir o mail com tanta pornografia que vocês me mandam! E sim, eu já conhecia a Erica Fontes antes dela ser comparada a um naco de carne de vaca.

- E o meu obrigado aos meus imensos médicos. Aturam-me, riem-se das minhas piadas, lidam com o meu humor sarcástico quando lhes mando as minhas análises por mail com anexos (digamos) pouco convencionais e nada virados para a medicina e até são capazes de beber um copo comigo. Mais que médicos, alguns tornaram-se amigos.

Muitos mais agradecimentos ficam por fazer mas isso implicava dar um tom sério à conversa. E este blog é tudo menos sério.

To be Bowie...

Recordo-me da primeira vez que estive frente a frente com David Bowie.

Tinha 8 anos e como qualquer criança curiosa, deu-me para ir vasculhar aquele móvel de madeira negra que ficava por baixo do gira discos lá de casa. Entre Hendrix, Pink Floyd, Elton John, Janis Joplin entre tantos outros, lá estava ele. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Quem raio é David Bowie? Quem raio é Ziggy Stardust?

Embora estivesse estritamente proibido de tocar sequer no gira discos, lá desafiei a autoridade e meti o 33 rotações a rodar. E fez-se magia. Ao longo da minha vida disse várias vezes que ocasionalmente faz falta ao ser humano ser um pouco Bowie.

E o que é ser Bowie? É roçar o genial, único, desafiar o normal, criar o fantástico, dar a conhecer a nós mortais, o que pensamos nunca vir a existir.

O Camaleão foi tudo isso e muito mais. E agora? Como ficamos nós sem o seu génio, sem a sua capacidade de se reinventar constantemente?

Bowie partiu hoje aos 69 anos, 2 dias depois de lançar o seu último álbum, Blackstar. Ironia ou destino? Quero acreditar que foi desejo dele deixar uma última obra de arte (a juntar a todas as outras desde 1967) para deleite de todos aqueles que souberam e tiveram o privilégio de apreciar o percurso de um dos mais polivalentes artistas musicais (e não só) de sempre.

Foi um prazer conhecer-te, Bowie. E será sempre.

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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